Fevereiro Laranja: mês de conscientização sobre a leucemia e a doação de medula óssea

O Fevereiro Laranja é uma campanha voltada à informação e à conscientização sobre a leucemia, além de reforçar a importância da doação de medula óssea. A leucemia é o tipo de câncer mais comum entre crianças e adolescentes, representando cerca de 25% a 35% dos casos na faixa etária de 0 a 14 anos.
A doença também figura entre os cânceres mais frequentes na população adulta, ocupando a 9ª posição entre os homens e a 11ª entre as mulheres. Em 2022, foram registrados 11.540 novos casos no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde.
Entenda a leucemia
A leucemia é um câncer que afeta os glóbulos brancos. Ela ocorre quando células defeituosas se acumulam na medula óssea, comprometendo a produção normal das células sanguíneas saudáveis, como os glóbulos brancos, os glóbulos vermelhos e as plaquetas.
A doença pode ser classificada como aguda ou crônica, conforme a velocidade de progressão. As leucemias crônicas evoluem de forma mais lenta, enquanto as agudas se desenvolvem rapidamente e exigem tratamento imediato.
Principais tipos de leucemia
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Leucemia linfoide aguda (LLA): afeta células do sistema linfático e progride rapidamente. É mais comum em crianças, mas também pode ocorrer em adultos.
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Leucemia mieloide aguda (LMA): atinge células mieloides e tem evolução rápida. Pode acometer pessoas de todas as idades, com maior incidência em adultos.
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Leucemia linfoide crônica (LLC): tem progressão lenta e afeta principalmente pessoas acima dos 55 anos, sendo rara em crianças.
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Leucemia mieloide crônica (LMC): também evolui lentamente e acomete, em sua maioria, adultos.
Fatores de risco e sintomas
Embora a causa exata da leucemia ainda seja desconhecida, alguns fatores podem estar associados ao seu desenvolvimento, como tabagismo, exposição prolongada a substâncias químicas (como benzeno e formol), contato com agrotóxicos, radiação e histórico familiar.
Entre os sintomas mais comuns estão anemia, cansaço excessivo, fadiga, diminuição da imunidade, infecções frequentes, febre, hematomas, sangramentos espontâneos e redução do número de plaquetas.
O diagnóstico pode ser realizado na rede pública de saúde por meio de exames de sangue feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O hemograma é o principal exame para levantar a suspeita da doença.
Tratamento e importância do diagnóstico precoce
Quanto mais cedo a leucemia for diagnosticada e o tratamento iniciado, maiores são as chances de sucesso. O tratamento varia conforme o tipo da doença e pode incluir acompanhamento clínico nos casos de progressão lenta, além de quimioterapia, radioterapia e transplante de células-tronco nos casos mais graves. As condutas seguem os protocolos definidos pelo Ministério da Saúde.
Doação de medula óssea: como se tornar doador
A doação de medula óssea pode salvar vidas e é fundamental no tratamento de doenças que afetam a produção das células sanguíneas, como a leucemia. Para se tornar doador, é necessário estar em bom estado de saúde, não ter doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como HIV ou hepatite, e não possuir histórico de câncer, doenças hematológicas ou autoimunes.
O cadastro pode ser feito em qualquer hemocentro, mediante apresentação de documento oficial com foto e preenchimento de um formulário. Também é realizada a coleta de uma amostra de sangue para testes de compatibilidade genética (HLA).
Após o cadastro, os dados são inseridos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Caso seja identificada compatibilidade com algum paciente, o doador é contatado para novos exames. Manter os dados atualizados é essencial para garantir o contato.
Fonte: Assessoria de Marketing, com informações obtidas em: Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Ministério da Saúde; Ministério da Saúde – Brasil; Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS); Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME); e Secretaria de Saúde (linhas de cuidado oncológico do SUS).

