Dia do Hemofílico: Conscientização e os Avanços no Tratamento no Brasil

Celebrado anualmente em 4 de janeiro, o Dia do Hemofílico é uma data fundamental para conscientizar a população sobre uma condição genética rara que afeta a coagulação do sangue. O Brasil possui papel de destaque nesse cenário, registrando a quarta maior população de pacientes com hemofilia no mundo, com cerca de 13 mil pessoas diagnosticadas.
O que é a Hemofilia?
A hemofilia é uma doença genética, ainda sem cura, caracterizada pela incapacidade do organismo de estancar hemorragias e sangramentos devido à falta de fatores de coagulação no sangue.
Existem dois tipos principais da doença:
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Hemofilia A: O tipo mais comum, causado pela deficiência do Fator VIII. Até 2020, o país registrava 10.985 pacientes nesta categoria.
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Hemofilia B: O tipo mais raro, decorrente da falta do Fator IX. No mesmo período, havia 2.165 pacientes cadastrados.
Diagnóstico e Sinais de Alerta
A condição pode se manifestar de forma leve, moderada ou grave. Nos casos mais acentuados, os sinais surgem logo nos primeiros anos de vida. Os sintomas mais frequentes incluem:
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Hemartroses: Sangramentos internos para dentro das articulações (juntas).
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Hematomas: Aparecimento de manchas roxas pelo corpo.
Embora na maioria das vezes exista um histórico familiar, em cerca de 30% dos casos a doença surge por mutação genética nova, o que pode atrasar o diagnóstico se o profissional de saúde não estiver atento aos sinais clínicos.
Referência em Tratamento pelo SUS
O Brasil é considerado um modelo internacional no cuidado às doenças hemorrágicas hereditárias. O tratamento é realizado quase exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece uma linha completa de cuidado multidisciplinar e preventivo.
Fonte das informações: Ministério da Saúde (Gustavo Frasão / Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas).

