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Dislexia do desenvolvimento: o que é, sinais, diagnóstico e tratamento

Dislexia do desenvolvimento: o que é, sinais, diagnóstico e tratamento

A dislexia do desenvolvimento é um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica. Pessoas com dislexia apresentam um modo particular de funcionamento cerebral para os processos linguísticos da leitura: há dificuldade em relacionar letras (grafemas) aos sons (fonemas) e em organizar essas informações em sequência temporal.

Sinais de alerta

Observe, especialmente em idade escolar, a presença persistente de um conjunto de sinais como:

  • Dificuldades com linguagem e escrita do dia a dia;

  • Ortografia instável, com trocas e omissões frequentes;

  • Leitura lenta e com esforço para decodificar palavras;

  • Dificuldades em matemática, sobretudo para assimilar símbolos e tabuada;

  • Limitações de memória de curto prazo e organização;

  • Problemas para seguir direções, percursos e sequências de tarefas;

  • Dificuldade na compreensão de textos;

  • Obstáculos ao aprendizado de uma segunda língua;

  • Dificuldade para aprender rimas e canções;

  • Tropeços na linguagem falada (acesso a palavras, fluência);

  • Falhas na percepção espacial e confusão entre direita e esquerda;

  • Desatenção e distração;

  • Dificuldade para copiar da lousa ou de livros;

  • Dificuldade para manusear mapas, dicionários, listas etc.

Diagnóstico

O reconhecimento precoce e a intervenção específica fazem grande diferença no percurso escolar e emocional.

A avaliação deve ser multidisciplinar, conduzida por psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo clínico, com investigação detalhada. Quando necessário, solicitam-se pareceres de neurologista, oftalmologista e outros profissionais. É essencial descartar outras causas antes de confirmar o diagnóstico de dislexia.

Tratamento e acompanhamento

Confirmada a dislexia, o plano terapêutico precisa ser individualizado, considerando potencialidades, perfil cognitivo e necessidades de cada pessoa. Em geral, combinam-se:

  • Intervenções fonoaudiológicas focadas em consciência fonológica e relação grafema–fonema;

  • Acompanhamento psicopedagógico com métodos multissensoriais e estruturação de rotinas;

  • Adaptações escolares (tempo adicional, avaliação com apoio de leitura, materiais adequados);

  • Estratégias para memória, organização e planejamento;

  • Apoio emocional à criança e à família.

Os progressos costumam ser gradativos e consistentes. Muitos adolescentes e adultos desenvolvem estratégias compensatórias eficazes e alcançam bom desempenho acadêmico e profissional.

Como a escola e a família podem ajudar

  • Incentivar a leitura diária em níveis adequados, com mediação;

  • Utilizar recursos tecnológicos (audiolivros, leitores de tela, organizadores);

  • Priorizar instruções claras, passo a passo, e rotinas previsíveis;

  • Oferecer tempos estendidos para provas e atividades;

  • Valorizar habilidades e interesses do estudante, reforçando a autoestima;

  • Manter comunicação constante entre família, escola e equipe de saúde.

Quando procurar avaliação?

Se os sinais acima persistirem por meses e interferirem na leitura, escrita e no desempenho escolar, procure orientação de uma equipe especializada.

Aviso importante

Somente médicos e cirurgiões-dentistas habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e prescrever medicamentos. As informações acima têm caráter educativo.

Fonte: Assessoria de Marketing, com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas sobre Dislexia (ABDA) e Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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